Não: a ISO 17025:2017 não obriga um documento chamado manual da qualidade. Ela exige políticas, objetivos, processos controlados e evidências coerentes.
Apagar o manual antigo só porque não é obrigatório também pode ser erro. Se ele ajuda a explicar escopo, estrutura e interação dos processos, pode continuar — desde que esteja atualizado e seja usado.
Por que o manual deixou de ser o centro?
A norma dá flexibilidade para o laboratório documentar o sistema no formato adequado. O foco saiu do volume de papel e foi para a capacidade de executar, controlar e demonstrar.
O que fazer com o manual existente?
Revise cada seção. Remova reprodução da norma e promessas que não refletem a rotina. Mantenha visão do sistema, responsabilidades e referências úteis. Se outros documentos já fazem isso melhor, aposente-o de forma controlada.
Como provar o SGQ sem manual?
Uma matriz de requisitos ligada a políticas, procedimentos, registros, indicadores e responsáveis permite navegar pelo sistema. O auditor precisa encontrar coerência, não um encadernado específico.
Checklist para aplicar
- Uso do manual decidido
- Texto alinhado à prática
- Repetições removidas
- Documentos referenciados vigentes
- Aposentadoria controlada se aplicável
Perguntas frequentes
O auditor pode exigir manual da qualidade?
Pode pedir evidências de como o sistema atende aos requisitos, mas a edição de 2017 não determina um documento com esse nome.
Vale a pena manter um manual curto?
Sim, quando ele orienta pessoas e partes interessadas. Não vale quando apenas copia a norma.
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Fontes oficiais consultadas
Um mapa digital de processos torna a evidência mais útil que um manual parado. Veja o Gerencialab em uma demonstração aplicada ao seu fluxo.
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